- Todo início de mês será colocado uma enquete com as sugestões de livros para o mês seguinte.
- Essas sugestões serão coletadas entre os membros e leitores do blog através de indicações, característica do livro, escolha pessoal, humor do dia, direção do vento, a flexibilidade do rabo do jacaré ou qualquer outra coisa que o valha
- No mês corrente o "livro do mês" será lido e discutido numa data que melhor convier aos membros.
- Os posts sobre o livro poderão ser publicados à qualquer momento, mesmo sendo sobre escolhas de meses anteriores. Para facilitar a leitura de todos os navegantes, peço que prestem atenção aos marcadores. Me mantenho o direito de editar os marcadores sempre que necessário.
- Todo e qualquer comentário, de membros, leitores ou visitantes ocasionais serão bem-vindos, porém, me reservo ao direito de “censurar” um ou outro que se mostrem abusivos, imorais ou qualquer outra coisa do gênero.
- De tempos em tempos faremos uma “auditoria” na utilização do blog e aqueles membros que não estiverem participando ou não respeitem as regras de “boa convivência” serão desativados. Obviamente não existe nenhum tipo de obrigatoriedade em ler o livro, mas se quer participar do Clube, é bom dar sinal de vida de vez em quando.
- Sempre que alguém estiver interessado em participar, favor entrar em contato por email ou por um post em Comentários. Sendo aceito, é bom que se apresente em um post para que todos os membros e leitores possam conhecê-lo.
- Para evitar a “poluição” de e-mails, faremos todas as comunicações aqui mesmo no blog.
- Aqui, somos todos leitores, então... qualquer sugestão, crítica construtiva e etc, é só escrever. Somos todos olhos.
quarta-feira, 11 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Um carneirinho, dois carneirinhos... snnnnnn
Eu, que sempre me vangloriei por ler muito, tenho que admitir que não consigo terminar de ler o Dostie.
Por favor, não me entendam mal! Eu estou adorando o livro, o “caboquim” que filosofa igual o Jó (nosso colega de Clube que nunca se manifesta)”, a linha de raciocínio, o sarcasmo... Acontece que eu durmo. Consigo ler duas páginas prestando atenção, pensando junto, discutindo com o “caboquim” e suas idéias, rindo de suas colocações. Outras 2 páginas são levadas à muito custo. A concentração para não dormir é tanta que não consigo prestar atenção ao que leio. Uma outra página ainda é empurrada à força, mesmo sabendo que na noite seguinte lerei novamente essas 3 páginas com aproveitamento total de apenas 2.
Tenho alguns pontos que devem ser levados em conta.
1) Sou loirinha.
2) Convenhamos que o Dostie não é um autor qualquer. Acredito que o esforço de acompanhar tão grandiosa mente desgasta o já esmoído par de neurônios que me acompanham.
3) Para aliviar o peso de tanto trabalho mental, intercalei o Dostie com outros 4 livros já findos
4) Sou brasileira e não desisto quase nunca.
Ainda pretendo escrever algo discutindo o enredo e as opiniões do Jó do Subsolo, mas acredito que essa primeira impressão não deixa de ser válida: Eu adoro o Dostie, mas ele me dá sono, o que me faz adorá-lo mais ainda pois tenho sofrido de insônia!
Por favor, não me entendam mal! Eu estou adorando o livro, o “caboquim” que filosofa igual o Jó (nosso colega de Clube que nunca se manifesta)”, a linha de raciocínio, o sarcasmo... Acontece que eu durmo. Consigo ler duas páginas prestando atenção, pensando junto, discutindo com o “caboquim” e suas idéias, rindo de suas colocações. Outras 2 páginas são levadas à muito custo. A concentração para não dormir é tanta que não consigo prestar atenção ao que leio. Uma outra página ainda é empurrada à força, mesmo sabendo que na noite seguinte lerei novamente essas 3 páginas com aproveitamento total de apenas 2.
Tenho alguns pontos que devem ser levados em conta.
1) Sou loirinha.
2) Convenhamos que o Dostie não é um autor qualquer. Acredito que o esforço de acompanhar tão grandiosa mente desgasta o já esmoído par de neurônios que me acompanham.
3) Para aliviar o peso de tanto trabalho mental, intercalei o Dostie com outros 4 livros já findos
4) Sou brasileira e não desisto quase nunca.
Ainda pretendo escrever algo discutindo o enredo e as opiniões do Jó do Subsolo, mas acredito que essa primeira impressão não deixa de ser válida: Eu adoro o Dostie, mas ele me dá sono, o que me faz adorá-lo mais ainda pois tenho sofrido de insônia!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Oi, eu sou a mais nova integrante deste blog. Sou mineira, solteira e adoro cozinhar..... resolvi resumir um pouquinho da minha vida para vcs me conhecerem um pouco melhor!
Quem sou eu...
Sonhava em ser cientista, sempre brinquei com os números e me formei em matemática... Mas como nem tudo na vida é lógico e cartesiano, fui trabalhar em RH. Conheci muitas pessoas, aprendi com tantas outras mas eu queria mais aventura na vida e me mudei para São Paulo. Conheci uma amiga geminiana que "come" livros diariamente e agora estou aqui... querendo aprender a ler como vocês!!
Eu sou a Rita, uai!!!
Quem sou eu...
Sonhava em ser cientista, sempre brinquei com os números e me formei em matemática... Mas como nem tudo na vida é lógico e cartesiano, fui trabalhar em RH. Conheci muitas pessoas, aprendi com tantas outras mas eu queria mais aventura na vida e me mudei para São Paulo. Conheci uma amiga geminiana que "come" livros diariamente e agora estou aqui... querendo aprender a ler como vocês!!
Eu sou a Rita, uai!!!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
“...o diabo sabe o que é essa vontade...”
bom, pra começo de conversa, gostaria de dizer que, como já havia me alertado um amigo, dostoievski é uma espécie russa de machado de assis. e como eu sou apaixonada pela maneira machadiana de escrever, acredito que dostoiéviski chegou pra ficar!!!
memórias do subsolo foi o segundo de três livros que li, até hoje, desse autor e foi o que mais gostei, seja pela maneira de escrever, me obrigando a ler em um único fôlego, ou pelo assunto abordado, o ser humano, que nos é apresentado de uma forma tão ... humana.
já tem algum tempo que li essas memórias e, quando vi o resultado da votação aqui no blog, comecei a pensar nesse homem doente que nos fala sobre outros homens também doentes. pra quem ainda não leu, a história começa assim: “sou um homem doente... um homem mau. um homem desagradável. creio que sofro do fígado.” eu acrescentaria: um homem sem o seu lugar no mundo, porque o mundo, o nosso mundo, não é para homens doentes.
dentre todas as coisas que me chamaram atenção nesse livro, eu escolhi pra falar aqui, a questão do homem e de suas vontades e do homem e suas fórmulas. nós vivemos em um mundo de fórmulas e muitas vezes esquecemos o que é ter “vontade independente, custe o que custar essa independência e leve aonde levar. bem, o diabo sabe o que é essa vontade... (p.39).
nós somos obrigados a viver em um mundo sensato, calculado. nossos desejos são movidos pelas vantagens que podem nos trazer. como seria abrir mão dessas vantagens, desejar pura e simplesmente por desejar, até mesmo o que pode ser desvantajoso, e parar de sonhar, de acreditar nesse mundo milimetricamente calculado e entender o homem, se entender enquanto esse homem doente, mau, desagradável?
acredito que nosso personagem atingiu esse estado de consciência e isso lhe custou muito caro. logo ele, que não gostava de trabalhar, que largou tudo e passou a viver de uma herança miserável!!! o preço que ele pagou foi não pertencer a lugar nenhum, ou talvez somente a um subsolo, onde podia gemer suas dores sem ser inoportuno/importunado.
fico me perguntando se ele escolheu ter essa consciência ou se ele não teve escolha. será que nós podemos escolher, decidir, desejar?!! e se pudéssemos, escolheríamos a consciência ou a ignorância? admitiríamos ser doentes, maus, desagradáveis?
ter a consciência de quem é o ser humano e, conseqüentemente a consciência de si mesmo, tornou nosso personagem amargo, triste, ou, usando suas próprias palavras, doente. quantas vezes já encontramos pessoas doentes pelo nosso caminho, pessoas que, assim como ele, não eram percebidas por “olhares saudáveis”?
memórias do subsolo foi o segundo de três livros que li, até hoje, desse autor e foi o que mais gostei, seja pela maneira de escrever, me obrigando a ler em um único fôlego, ou pelo assunto abordado, o ser humano, que nos é apresentado de uma forma tão ... humana.
já tem algum tempo que li essas memórias e, quando vi o resultado da votação aqui no blog, comecei a pensar nesse homem doente que nos fala sobre outros homens também doentes. pra quem ainda não leu, a história começa assim: “sou um homem doente... um homem mau. um homem desagradável. creio que sofro do fígado.” eu acrescentaria: um homem sem o seu lugar no mundo, porque o mundo, o nosso mundo, não é para homens doentes.
dentre todas as coisas que me chamaram atenção nesse livro, eu escolhi pra falar aqui, a questão do homem e de suas vontades e do homem e suas fórmulas. nós vivemos em um mundo de fórmulas e muitas vezes esquecemos o que é ter “vontade independente, custe o que custar essa independência e leve aonde levar. bem, o diabo sabe o que é essa vontade... (p.39).
nós somos obrigados a viver em um mundo sensato, calculado. nossos desejos são movidos pelas vantagens que podem nos trazer. como seria abrir mão dessas vantagens, desejar pura e simplesmente por desejar, até mesmo o que pode ser desvantajoso, e parar de sonhar, de acreditar nesse mundo milimetricamente calculado e entender o homem, se entender enquanto esse homem doente, mau, desagradável?
acredito que nosso personagem atingiu esse estado de consciência e isso lhe custou muito caro. logo ele, que não gostava de trabalhar, que largou tudo e passou a viver de uma herança miserável!!! o preço que ele pagou foi não pertencer a lugar nenhum, ou talvez somente a um subsolo, onde podia gemer suas dores sem ser inoportuno/importunado.
fico me perguntando se ele escolheu ter essa consciência ou se ele não teve escolha. será que nós podemos escolher, decidir, desejar?!! e se pudéssemos, escolheríamos a consciência ou a ignorância? admitiríamos ser doentes, maus, desagradáveis?
ter a consciência de quem é o ser humano e, conseqüentemente a consciência de si mesmo, tornou nosso personagem amargo, triste, ou, usando suas próprias palavras, doente. quantas vezes já encontramos pessoas doentes pelo nosso caminho, pessoas que, assim como ele, não eram percebidas por “olhares saudáveis”?
não sei se estou pronta pra esse mundo sem fórmulas, mundo de desejos, dos meus desejos... não sei se estou pronta pra ter consciência de mim mesma, de minha doença, de minha maldade. mas sei, com toda certeza, que não estou pronta pra viver num mundo onde não existe desejo, vontade, onde tudo ocorre de forma planejada, calculada. não, esse mundo eu não quero. prefiro dividir o subsolo e gemer minhas dores.
p.s.: olha só o lindo selo que o clube ganhou da xeret@ muito obrigada!!!!!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
E o escolhido foi Dostoievsky

Nascido em Moscou em 11 de novembro de 1821, o escritor russo é considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e o fundador do existencialismo com Notas do Subterrâneo (nosso livro escolhido).
A obra dostoievskiana explora a autodestruição, ahumilhação e o, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio: seus escritos são chamados por isso de "romances de idéias", pela retratação filosófica e atemporal dessas situações
Concordo com o Jó (nosso autor que nunca posta) que é uma escolha estranha para o verão, mas pelo jeito, teremos muito o que discutir.
A obra dostoievskiana explora a autodestruição, ahumilhação e o, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio: seus escritos são chamados por isso de "romances de idéias", pela retratação filosófica e atemporal dessas situações
Concordo com o Jó (nosso autor que nunca posta) que é uma escolha estranha para o verão, mas pelo jeito, teremos muito o que discutir.
Em Memórias do Subsolo ressoa a voz do 'homem do subsolo', o personagem-narrador que, à força de paradoxos, investe ferozmente contra tudo e contra todos- contra a ciência e contra a superstição, contra o progresso e contra o atraso, contra a razão e a desrazão-; mas investe, acima de tudo, contra o solo da própria consciência.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Ah, o amor...
Cheguei à conclusão que, ou somos todos românticos inveterados querendo ver o lado lindo da vida, ou ele é um excelente escritor que nos guiou a isso.
Todos os post, comentários e discussões se basearam no amor, no renascimento do velho, na esperança de encontrar uma outra metade e outras coisas lindas
Por que ninguém (nem eu) comentou à respeito de um homem de 90 anos sair com uma criança? Por que ninguém falou nada sobre o pai da menina a vender para uma cafetina? Por que ninguém falou dos ataques traseiros à empregada ou em como ele foi cruel em abandonar a noiva na beira do altar?
Um amor aos 90 o redime do resto?
O que poderia ser considerado coragem por assumir um amor fora dos padrões em uma idade avançada, pode também ser considerado vestígios de uma covardia que o atingiu durante toda uma vida. Assumir algo assim à beira da morte, quando não se tem mais nada à perder, é como um doente terminal arriscar um tratamento experimental ou pular de para-quedas.
Mas como diria um colega de trabalho: “ o amor é lindo, a vida é bela e a felicidade quase existe”. Posso até prestar atenção em todas essas coisas, mas escolho focar no amor e na busca pela outra metade afinal, apesar da minha rebeldia de hoje, sou brasileira e não desisto nunca.
Todos os post, comentários e discussões se basearam no amor, no renascimento do velho, na esperança de encontrar uma outra metade e outras coisas lindas
Por que ninguém (nem eu) comentou à respeito de um homem de 90 anos sair com uma criança? Por que ninguém falou nada sobre o pai da menina a vender para uma cafetina? Por que ninguém falou dos ataques traseiros à empregada ou em como ele foi cruel em abandonar a noiva na beira do altar?
Um amor aos 90 o redime do resto?
O que poderia ser considerado coragem por assumir um amor fora dos padrões em uma idade avançada, pode também ser considerado vestígios de uma covardia que o atingiu durante toda uma vida. Assumir algo assim à beira da morte, quando não se tem mais nada à perder, é como um doente terminal arriscar um tratamento experimental ou pular de para-quedas.
Mas como diria um colega de trabalho: “ o amor é lindo, a vida é bela e a felicidade quase existe”. Posso até prestar atenção em todas essas coisas, mas escolho focar no amor e na busca pela outra metade afinal, apesar da minha rebeldia de hoje, sou brasileira e não desisto nunca.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
e por falar em amor!
“no ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem.” [memórias de minhas putas tristes]
“falha-se sempre ao se falar de amor” [walter benjamim];
não interessa a idade que alcançamos em vida, sempre nos desajustamos diante do amor... ele foi/é/será sempre um signo inapreensível... uma caminhada labiríntica com um minotauro em nosso encalce [ou seja, tesão & tensão]... no caso de “memórias de minhas putas tristes”, o velho cronista do El Diário de La Paz encontra-se em meio a essa folia.. e, neste sentido, encontra uma outra faceta do amor aos 90 anos [sempre como um novo atalho neste labirinto]... 90 anos & precisaríamos de outros 90 anos para continuar a não apreendermos do amor... afinal o amor traz consigo a semântica do desejo [& só desejamos aquilo que não temos], uma busca desigual como em “a insustentável leveza do ser” [milan kundera], buscamos o amor em alguém que nos encontra o sexo, buscamos o sexo em alguém que nos encontra o amor... o amor é realmente louco ou somos nós que nunca soubemos amar?
“falha-se sempre ao se falar de amor” [walter benjamim];
não interessa a idade que alcançamos em vida, sempre nos desajustamos diante do amor... ele foi/é/será sempre um signo inapreensível... uma caminhada labiríntica com um minotauro em nosso encalce [ou seja, tesão & tensão]... no caso de “memórias de minhas putas tristes”, o velho cronista do El Diário de La Paz encontra-se em meio a essa folia.. e, neste sentido, encontra uma outra faceta do amor aos 90 anos [sempre como um novo atalho neste labirinto]... 90 anos & precisaríamos de outros 90 anos para continuar a não apreendermos do amor... afinal o amor traz consigo a semântica do desejo [& só desejamos aquilo que não temos], uma busca desigual como em “a insustentável leveza do ser” [milan kundera], buscamos o amor em alguém que nos encontra o sexo, buscamos o sexo em alguém que nos encontra o amor... o amor é realmente louco ou somos nós que nunca soubemos amar?
Assinar:
Postagens (Atom)
