segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Em leitura



Esse é o livro escolhido da vez.

Gabriel Garcia Marques ganhou o Nobel de literatura por Cem Anos de Solidão. Colombiano, escritor, jornalista, ativista político e um tanto quanto polêmico, Gabriel mora atualmente em cuba e luta contra um câncer.

Se não me engano (não tive tempo de consultar o oráculo) esse foi seu último livro publicado. Que venha o Gabriel e suas fantasias e estórias.

Prazo para início da discussão: 10/12. Todos concordam?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Começa a próxima votação...

  • Alienista,O - Machado de Assis
  • Brumas de Avalon, As - Marion Zimmer Bradley
  • Clube da Luta - Chuck Palahniuk
  • Comer Rezar Amar - Elizabeth Gilbert
  • Cortico, O - Aluisio Azevedo
  • Crepúsculo - de Stephanie Meyer
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • Ensaio sobre a Cegueira - Saramago
  • Familias terrivelmente felizes - Marçal Aquino
  • Insustentável leveza do ser, A - Milan Kundera
  • Madame Bovary - Gustave Flaubert
  • Medéia - Eurípedes
  • Mémórias de minhas putas tristes – Gabriel Garcia Marquez
  • Mentiras que os homens contam, As - Luiz Fernando Veríssimo
  • Mulher Desiludida, A - Simone de Beauvoir
  • Outro lado da Meia Noite, O - Sidney Sheldon
  • On the Road - Jack Kerouac
  • Orgulho e Preconceito - Jane Austin
  • Perto do Coração Selvagem - Clarisse Lispector
  • Retrato de Dorian Gray,O - Oscar Wilde
  • Tapas e pontapés, A - Diogo Mainardi
  • Vasta emoções e pensamentos imperfeitos - Rubem Fonseca

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Melhores Momentos - Parte III

Jó diz:
uma coisa que eu comecei a pensar desta vez que li
Jó diz:
quando o principe tava visitando so planetas
Jó diz:
era sobre uma possivel associacao com os pecados capitais
Jó diz:
mas nao bateu
Cris - diz:
kakaka
Cris - diz:
viajou bem vc...
katy - visitem o clube do livro no http://linumlivro.blogspot.com diz:
foipra outro planeta
Jó diz:
hehehehe
Cris - diz:
estamos falando de uma crianca... luxuria da cadeia

Jó diz:
HAHAHAHHAHAHAHAHAH
Jó diz:
nao teve nem luxuria, nem gula

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Melhores Momentos - Parte II

Cris - diz:
ate porque nossa vida eh esse ciclo ne... eu trabalho para pagar as contas de algo que comprei para ter um determinado nivel de vida que so se mantem se eu trabalhar cada vez mais a ponto de nao aproveita-lo

...
Jó diz:
Cris, isso que você me falou me lembra uma propaganda anti-drogas q passa na cnn
Cris - diz:
Estou desperdicada... devia estar ganhando dinheiro com publicidade
Jó diz:
um cara andando na calçada, falando 'eu comecei a usar cocaina para pode trabalhar mais'
Jó diz:
e a camera vai subindo e mostrando que o cara ta rodando um quarteirao
Jó diz:
'e eu trabalho mais para poder ganhar mais dinheiro...'
Jó diz:
'para poder compra mais cocaina, pra pode trabalhar mais...'
Cris - diz:
viu.. Exupery ja sabia de tudo isso

katy - visitem o clube do livro no http://linumlivro.blogspot.com diz:
interessante isso

Jó diz:
E no final, o chavao era 'drogas sao um circulo vicioso'

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Melhores Momentos - Parte I

Beta diz:
todo mundo leu o livro mesmo? RS
...
Jó diz:
eu ia ler, mas ai esqueci qual era o livro, ai vou inventar a historia toda
...
Jó diz:
eu tinha ate comecado a escrever um super texto, cheio de referencias a livros obscuros da literatura noir francesa
...
Beta diz:
pra mim, é um dos melhores que já li...o tempo passa e ele está sempre em alta
Cris - diz:
o que achou do livro Beta?
Beta diz:
acho que aquele livro é uma lição de vida...
Beta diz:
mostra a inocência de uma criança e a sabedoria do adulto...uma mistura mágica, onde o autor soube definir muito bem os diversos papéis que assumimos na nossa vida...
Cris - diz:
nao seria o contrario? A inocencia do adulto ao achar que sabe tudo e a sabedoria da crianca?
Cris - diz:
risos
Cris - diz:
eu por exemplo cheguei a conclusao que virei uma chata

Jó diz:
é... parece q antonie brinca com as nossas certezas
Beta diz:
por isso que digo, uma mistura mágica,... entre o adulto e a criança...
katy - visitem o clube do livro no http://linumlivro.blogspot.com diz:
verdade. a criança tem sabedoria e isso nem sempre é muito bom em uma criança
Jó diz:
coisas obvias como o que é um chapeu
Cris - diz:
minha vida esta cheia de contas, lamparinas, ordens e tequilas. As estrelas sumiram na poluicao de Sao Paulo,
Jó diz:
até levar para o lado mais extremo, que pessoas que contam e recontam o que tem
Jó diz:
e acho que ele fica brincando com esses os extremos boa parte do livro
Beta diz:
com certeza

Jó diz:
como a figura do principe, que ao mesmo tempo é magnifica, surgido do nada no meio do deserto, capaz de falar com raposas e serpentes

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Foi a minha primeira vez, já tinha tentando uma outra vez, há muito tempo atrás, mas não entendia o sentido real da história, parei acho que na página 11.

Eu fiz observações nas páginas do livro, e sublinhei as frases mais substânciais para mim. Como foi a minha primeira vez ao encontro do Pequeno Príncipe, fiquei encantada, abriu-se em mim uma reflexão já no começo do livro, na dedicatória que o autor faz para Léon Werth.
*(O autor faz uma observação na profundidade infantil que todos temos, mas que esquecemos.)

Na página 10, no trecho "...aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática...
*Quantos de nós quando crianças, somos obrigados a deixar de lado os nossos sonhos, a começar acreditar que nada daquilo que imaginamos pode se tornar real. Quantos de nós somos desestimulados por nossa família, fazendo-nos acreditar que existem coisas que não podem sustentar de sonhos.

Na página 19 no trecho "...Êle fizera na época uma grande demonstração da sua descoberta num congresso internacional de astronomia. Mas ninguém lhe dava crédito, por causa das roupas que usava. As pessoas grandes são assim.
Felizmente para a reputação do asteróide B612, um ditador turco obrigou o povo, sob pena de morte, a vestir-se à moda européia. O astrônomo repetiu sua demontração em 1920, numa elegante casaca. Então, dessa vez, todo o mundo se convenceu..."

*Sempre vivemos de aparências, o mundo de hoje cada vez mais está limitado a isso. Somos observados o tempo todo por todos, em qualquer lugar, e dentro disso, só se ganha crédito com o que está por fora, o que se tem dentro pouco importa.

Na página 20 no trecho 19 "...Será que êle coleciona borboletas? Mas perguntam: Qual sua idade? Quantos irmãos tem êle? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai? Somente então é que elas julgam conhecê-lo..."
*Também julgamos ser bom ou não "No vale o quanto pesa", se perdeu na nossa sociedade o verdadeiro significado das coisas, das pessoas.

Na página 29 trecho "...Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério! e isso faz inchar-se de orgulho. Mas êle não é um homem; é um cogumelo!..."
*As vezes precisamos repetir isso pra nós mesmos, não nos deixamos, ser o que realmente queremos ser, é mais importante o que acumulamos, do que damos sentindo pro que guardamos. Comprar, comprar, comprar. Trabalhar,trabalhar,trabalhar, para no fim ver que em nenhum momento tivemos o prazer de saborear aquilo que tanto juntamos.

Na página 36 trecho "...É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas..."
*Queremos começar lá de cima, queremos ser o "general" antes de passar por "recruta", esquecemos o sabor e o merecimento de subir degrau por degrau.

Na página 41 trecho "...É bem mais dificíl julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julguar-te bem, eis um verdadeiro sábio..."
*Você consegue se julgar?

Na página 42/43 trechos "...para os vaidosos, os outros homens são sempre admiradores..." "...Os vaidosos só ouvem os elogios..."
*Sem comentários
*poucas pessoas estão dispostas a receberem críticas, nem as construtivas as vezes dispomos a receber.

Na página 62 trecho "...-Onde estão os homens? repetiu enfim o prìncipezinho. A gente está um pouco só no deserto. -Entre os homens também, disse a serpente..."
*Incrivél, as vezes estamos numa casa cheia de gente, familiares, amigos, mas no fundo estamos sozinhos, aparecem momentos dificíeis e muitas das vezes contamos com essas pessoas, mas quando se dá por conta, estamos sozinhos.

Na página 62 trecho "...A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a rapôsa. Os homens não tem mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não tem mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
*Sem comentários

Na página 74 trechos "...só se vê bem o coração. O essencial é invisível para os olhos..." "...Tu te tornas eternamente responsavél por aquilo que cativas..."

*A amizade é sempre responsavél daquele que a mantém.

Na página 82 trecho "...Quando eu era pequeno, todo o esplendor do presente de natal estava também na luz da árvore, na música da missa de meia-noite, na doçura dos risos..."
*Quando nos tornamos pessoas grandes essas magias, vão se perdendo, a nossa imaginação vai dando lugar as nossas frustações, as perdas de pessoas queridas, de sonhos não realizados cultivam em não acreditar que a felicidade também está nas coisas simples.

Conclusão: Este livro é tão antigo, mas suas reflexões são tão atuais, que não se perdem nunca, por isso o grande sucesso. Os nossos sentimentos, o verdadeiro sentido da amizade, a essência do nosso ser, está completamente descrita nas suas páginas. Ele toca nas nossas feridas, e todos nós temos em algum momento em nossas vidas um pouco de cada um dos visitados pelo Pequeno Príncipe. Deveríamos ser obrigados a ler depois dos 30, esquecemos todas essas lições tão importantes.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

perdido no deserto

li o pequeno príncipe só uma vez, mas ele ficou!!! é um daqueles livros que ficam na memória te acompanhando em cada fase da vida. fico imaginando como seria se eu tivesse lido quando ainda era criança. quais teriam sido as minhas impressões acerca daquele garotinho, do pequeno viajante?
bem... não tenho como saber, então fico com as impressões do hoje, da mulher adulta que não sabe o quanto cativa as pessoas. ou talvez saiba, mas finja que não, porque tem medo das responsabilidades. uma mulher que adora flores, mas que é incapaz de arrancá-las para enfeitar vasos. uma mulher que não gosta de raposas e que também fica feliz só em saber que “alguéns” existem, mesmo que não possa vê-los.
o pequeno príncipe é um livro para adultos, porque só eles são capazes de enxergar, naquele menino, tudo o que já foram um dia e tudo o que perderam com o ganhar dos anos. mas aí, já é tarde, o príncipe já não existe mais, não somos mais capazes de entender o quanto a nossa rosa é importante, porque vemos nela só mais uma rosa, e cativar... verbo esquecido no deserto...