quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Diabo Veste Prada


eu fiz um texto sobre "o diabo veste prada". eu costumo primeiro digitar o texto no word pra depois copiar e colar no blog, mas não sei porque, esse blogspot não aceita que eu cole o texto. eu tenho que escrever aqui no painel dele mesmo. só que eu não vou digitar o texto de novo!!!! por isso ele está publicado no meu outro blog, o Pensamentos & Histórias.
pasem lá e comentem sobre o livro aqui, ou simplesmente comentem, porque acredito que vcs conhecem a história. dá próxima vez em digito aqui. bjs




sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

depois do escorpião


oi, faz tempo que não venho aqui, mas eu sou brasileira e não desisto nunca!!!! rsss
bom, eu não acabei de ler "ana karenina" e nem sei quando vou acabar. talvez quando me aposentar ou comprar umas daquelas versões resumidas, porque sinceramente, essas 700 páginas parecem intransponíveis pra mim.
mas, não desisti dos livros, isso JAMAIS!!!! já li inúmeros livros desde o último post e o último foi "depois do escorpião", de samantha moraes. ela conta sua história, da mulher que foi trocada por bruna surfistinha, a garota de programa.
já tinha lido o livro de bruna há uns anos e hoje li o de samantha, em 2h. o livro é muito bom, conta a história de uma mulher guerreira que, apesar de ter todos os motivos do mundo, nunca desistiu e hoje está feliz, com um novo amor, um novo emprego, uma família maior e novas expectativas.
recomendo o livro pra quem gosta de ver pessoas como eu e você dando a volta por cima.
p.s.: samantha, virei sua mais nova fã!!!!

sábado, 11 de julho de 2009

dessa vez eu termino!!!! será?

estou lendo "ana karênina" de leão tolstói. um livro de 749 páginas deliciosas!!!! então porque será que não consigo terminar?!!!
tenho esse livro há 1 ano e há 1 ano eu leio e paro, leio e paro, leio e paro,...
estou na página 243 e não consigo terminar. sempre tem um outro livro que entra no caminho e vou adiando o fim de karênina.
é interessante como exixtem livros que nós devoramos em questão de horas. eu já li bem mais de 200 páginas em um úico dia. mas, existem outros livros que pedem uma eterna leitura. não que eles sejam chatos, muito pelo contrário, são maravilhosos e, talvez por isso, ficam ali na cabeceira da cama eternamente.
talvz "ana karênina" seja um desses livros, que eu terei eternamente ao meu lado. mas, eu queria tanto terminar, saber como acaba a história, qual será o destino dos personagens,...
espero qconseguir dessa vez. se conseguir, venho aqui contar pra vocês.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

um trecho daqui, outro dali...

Nossa!!! Quanto tempo eu não venho aqui. Estava querendo retornar nessa minha casa há um tempo, mas são tantas coisas pra resolver...
Eu sei que esse é um clube do livro, então espera-se que aqui só existam discussões sobre livros, mas, como nem tudo é do jeito que nós esperamos...
Eu não estou lendo nada em particular, um trecho de um livro aqui, outro ali, todos com algo em comum: histórias de luta, de força de vontade, histórias que me fazem perceber a minha história de uma outra forma.
Eu sei, parecem livros de auto-ajuda, mas não são. Nos últimos dias li trechos de “sem asas ao amanhecer”, de Luciana Scotti. Ela conta sua história, de como sofreu um AVC aos 22 anos e teve sua vida e de seus familiares, destruída por conta de todas as seqüelas desse acidente. Ela tem todos os motivos do mundo pra querer morrer, entregar os pontos, desistir de tudo, mas não fez isso, muito pelo contrário, ela lutou e luta até hoje, dia após dia, pra que possa ter uma vida ao menos digna.
Também estava dando uma folheada em livros que contam histórias de pessoas que viveram na 2ª guerra mundial. Vocês não têm idéia do quanto alguns seres humanos podem ser monstruosos e do quanto outros seres humanos podem ser quase divinos.
Eu gosto de ler livros assim, histórias que me mostram que a minha história não é tão horrível quanto eu pinto algumas vezes. Em certos momentos da minha vida, como esse de agora, preciso de palavras como as de Luciana, que me empurram pra frente, que secam minhas lágrimas, que abafam a minha angústia.
Afinal de contas, literatura não é só diversão ou passatempo, esse clube não é só um passatempo, mas sim é a forma que eu encontro pra tornar minha alma mais leve. Da mesma forma que Luciana torna sua sobrevivência mais tolerável através das palavras, da mesma forma que outros tentam se livrar do horror de uma época, eu uso esse espaço, uso as palavras, minhas e dos outros. Pra quê? Não sei ao certo, mas que ajuda, isso eu posso garantir.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A primeira impressão é a mais forte...

Não necessariamente a que fica...

“Às vezes eu quero fechar os olhos para toda a sujeira em minha volta. Quero fechar os olhos para a burocracia, a incompreensão, a corrupção, a burrice, a incompetência, a falta de amor, o excesso de amor, a pobreza e a ganância. Tenho vontade de fechar os olhos permanentemente para a política, para as mentiras, para o abuso de poder, para a subestimação. Não quero ter que olhar para o lado e ver que meu colega que faz a mesma coisa que eu, ganha mais ou menos. Não quero olhar para baixo e ver o mendigo com uma ferida aberta. Não quero ver os olhos daquele que sofre. Não quero olhar para cima e, mesmo com os olhos bem abertos, não conseguir enxergar o céu. Não quero olhar para frente só para te ver partindo. Não quero ver as rugas no espelho nem os ponteiros da balança.

Seria muito fácil simplesmente fechar os olhos para tudo isso, mas ainda não me ensinaram como deixar de sentir. ”

Aí, agora que já passou um tempinho e leio novamente eu penso... quem foi que disse que não fechei os olhos? Nasci em Belo Horizonte com um clima perfeito, agora minha cidade está debaixo d’água. Eu moro em São Paulo – a terra da garoa – e mesmo com uma garoa um pouco mais forte, a cidade ficou debaixo d’água. E aí você me diz: “Qual a novidade? São Paulo vive debaixo d’água!” e eu digo: - Isso!

A cegueira branca já chegou. É normal a cidade encher d’água, acho mais que normal eu precisar colocar grades na minha janela, fazer seguro contra roubo, pagar um carinha para que ele vigie meu carro dele mesmo, ficar 2 dias na fila para conseguir um médico, morrer de fome num país onde a comida estraga em galpões, engarrafamentos de horas, propinas, corrupção, violência.
Li em algum lugar que o livro tratava da “animalização” do homem. Eu incluiria mais um verbete no dicionário – desanimalização. Queria eu que vivêssemos com animais, lutando para sobreviver, matando pela comida, o poder como forma de organização.

Saramago é um cara que me faz pensar, analisar, mudar de opinião e acho que esse será um livro com vários posts.

terça-feira, 17 de março de 2009

ensaio sobre a cegueira, por katy

Em primeiro lugar, quero deixar aqui a minha admiração pelo trabalho de Fernando Meirelles que, de forma brilhante, adaptou o romance de José Saramago para o cinema. Nunca tinha visto uma adaptação tão fiel ao romance.
Gosto muito das obras do Saramago e com essa não podia ser diferente. É uma leitura forte que me fez refletir sobre os seres humanos, os verdadeiros seres humanos, não esses “forjados pela civilização”.
Muitas coisas me impressionaram nessas linhas. Primeiro foi a capacidade de adaptação. Eu sei que ela existe desde sempre, mas quando a gente vê/lê, percebe tudo de outra forma. Não são homens da caverna que estão evoluindo, se adaptando, mas são pessoas como nós, que encontram um jeito, “a vida sempre encontra um jeito”, mesmo que esse jeito seja [in]voluir.
O segundo ponto que quero comentar é essa característica do ser humano de mandar e de ser mandado. Não importa em qual condição a humanidade se encontre, podemos estar todos cegos, mas sempre existirão aqueles que de algum modo tomarão o poder, pela força ou pela palavra.
Outra questão é a da igualdade. Tirando esses que sempre encontram um jeito de mandar – que são a minoria – ficam os outros, os iguais, aqueles que seguram nos ombros dos que estão a sua frente e tateiam o chão para não tropeçarem. Mesmo com toda a minha imaginação, não consigo visualizar uma situação como a existente no livro: ser tão igual ao outro, a ponto de entendê-lo, sem cobrar explicações, sem precisar de uma única palavra, nem mesmo de um olhar, já que eles estavam cegos. Somente estar ali, sentir o meu próximo, confiar na mão que me é estendida e seguir em frente.
Foi só um ensaio, mas um dia poderemos mesmo nos encontrar cegos, se é que já não estamos... E se a cegueira branca vier, estaremos prontos para segurar o ombro do outro, engatinhar como crianças, procurando desviar dos obstáculos, ou ficaremos a espera da morte, por medo de [in]voluir?....

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago


Março – 2009


Por falta total de outras sugestões, por ser uma excelente história, por estarmos ainda em ritmo de Oscar e porque o Saramago é o Saramago, o livro do mês será Ensaio sobre a Cegueira.
Para quem não conhece...

José de Sousa Saramago (Azinhaga,16 de Novembro de 1922) é um escritor, roteirista, jornalista, dramaturgo e poeta português, ateu e comunista , foi galardoado em 1998 com o Nobel de Literatura e o Premio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.

Saramago é conhecido por utilizar frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento. Muitas das suas frases ocupam mais de uma página, usando vírgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. Da mesma forma, muitos dos seus parágrafos ocupariam capítulos inteiros de outros autores. Apesar disso o seu estilo não torna a leitura mais difícil, os seus leitores habituam-se facilmente ao seu ritmo próprio.


A história se passa numa cidade qualquer onde um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.


O Ensaio Sobre a Cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".


(informações retiradas de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago e da capa do livro)